Eucalipto
Lucre com o plantio de Eucalipto
O
segmento de celulose e papel transformam-se no principal
fornecedor de matéria prima para os demais segmentos
que usam madeira paras desdobro. Dessa produção
a maior demanda é da indústria de madeira
serrada, vindo a seguir a produção de celulose
de fibra longa e compensados.
O eucalipto foi introduzido no Brasil
em 1904, com o objetivo de suprir as necessidades de lenha,
postes e dormentes das estradas de ferro na região
Sudeste. Na década de 50 passa a ser produzido, como
matéria prima, para o abastecimento das fábricas
de papel e celulose. Apresenta-se como uma espécie
vegetal de rápido crescimento e adaptada para as
situações edafobioclimáticas brasileira.
Durante o período dos incentivos fiscais, na década
de 60, sua expansão foi ampliada. Esses incentivos
perduraram até meados dos anos 80. Esse período
foi considerado um marco na silvicultura brasileira dado
os efeitos positivos que gerou no setor.
A partir do término dos incentivos fiscais houve
um crescimento marginal negativo no plantio de eucaliptos.
Exceção disso ocorreu naqueles feitos independentes
dos investimentos das indústrias de papel e celulose
e de siderúrgicas a carvão vegetal. Atualmente
a área plantada com eucaliptos atinge
2,9 milhões de hectares.
Importância socioeconômica e ambiental do
Eucalipto
O Setor Florestal Brasileiro conta com, aproximadamente,
530 milhões de hectares de Florestas Nativas, 43,5
milhões de hectares em Unidades de Conservação
Federal e 4,8 milhões de hectares de Florestas Plantadas
com pinus, eucalipto e acácia-negra.
Com
a exploração de áreas de Florestas
Nativas mais a exploração das Florestas Plantadas
gera mais de 2 milhões de empregos, contribui com
mais de US $ 20 bilhões para o PIB, exporta mais
de US$ 4 bilhões (8% do agronegócio) e contribui
com 3 bilhões de dólares em impostos, ao ano,
arrecadados de 60.000 empresas.
As Florestas Plantadas de Eucalipto estão distribuídas
estrategicamente, em sua maioria, nos estados do Paraná,
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas
Gerais e Espírito Santo.
Essas florestas plantadas visam a garantia do suprimento
de matéria-prima para as indústrias de papel
e celulose, siderurgia a carvão vegetal, lenha, serrados,
compensados e lâminas e, painéis reconstituídos
(aglomerados, chapas de fibras e MDF).
Apesar da participação das plantações
florestais estar aumentando em todos os segmentos em relação
a das Florestas Nativas, o setor acredita que com base nas
expectativas de crescimento de demanda, haverá uma
necessidade de plantio em torno de 630 mil hectares ao ano,
ao invés dos 200 mil hectares atuais. A Sociedade
Brasileira de Silvicultura - SBS distribui essa necessidade
de plantio como sendo: 170 mil ha / ano para celulose, 130
mil ha / ano para madeira sólida, 250 mil ha / ano
para carvão vegetal e 80 mil ha / ano para energia.
Com base nesses dados observa-se a importância do
eucalipto por ser uma espécie de uso múltiplo
com possibilidade de atender a todos os segmentos acima
descritos, principalmente para papel e celulose e energia
onde historicamente deu contribuição especial
Mercado e comercialização de Eucalipto
A participação brasileira de produtos florestais
no mercado mundial é de 2% considerando-se os dados
agregados de diferentes áreas, incluindo o eucaliptos.
No caso do comércio de papel, o Brasil ocupa o 11º
produtor mundial, com 2,2% da produção. Já
no caso do comércio de celulose, são 4,2%
onde o Brasil é o 7º colocado como produtor
mundial. No caso do comércio de madeira serrada a
posição brasileira é de 5º produtor
mundial, com uma participação relativa de
4,3%.
Da mesma forma do comércio de compensados a participação
brasileira é de 2,9% enquanto de painéis reconstituídos
esse valor cresce para 3% e para 11,1% do comércio
de chapas duras. Nos níveis atuais de plantios de
eucalipto há uma expectativa de atendimento da demanda
até 2007. Mas, há, ainda, a possibilidade
de ampliação da produção nacional
de eucaliptos em 3 milhões de toneladas até
2005. Outra alternativa, é o da necessidade de ser
ampliada a produção de celulose em 3 milhões
de toneladas até 2005.
Com relação à madeira serrada, espera-se
um crescimento, no consumo, de 3% ao ano. Por outro lado,
prevê-se um aumento no consumo de eucalipto para a
produção de madeira serrada, através
de um maior domínio do processo de secagem e produção
de painéis reconstituídos. Da mesma forma,
estima-se um aumento na produção de móveis
em 12%, até 2004, com forte potencial técnico
para incorporação de eucalipto como fonte
de matéria-prima. Logo, as perspectivas de mercado,
para madeira de origem do Eucalyptus, são otimistas.
Fonte: Embrapa
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